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Votação sobre a regulamentação do teto é adiada e entidades ganham tempo para novas negociações

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Após adiamento da votação do PL 3123/2015, na quarta-feira 24.02,  no Plenário da Câmara dos Deputados, Sindilegis, Confelegis e entidades representativas de servidores dedicam-se a 

convencer parlamentares da necessidade de garantia de direitos

 

Após intensas negociações ocorridas entre parlamentares e dirigentes sindicais nos últimos dias, o Plenário da Câmara dos Deputados decidiu adiar para a próxima quarta-feira (2),  a análise do Projeto de Lei 3123/15. O projeto, de autoria do Poder Executivo, regulamenta a aplicação do teto remuneratório para o funcionalismo público em todo País. 

 

Diversos pontos do substitutivo apresentado na última terça-feira (23) pelo Deputado Ricardo Barros, Relator da matéria pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT), dividiram opiniões entre os parlamentares. A discussão foi interrompida por uma questão de ordem apresentada pelo Deputado Arnaldo Faria de Sá a pedido do Sindilegis,  Confelegis e de entidades representativas de diversas categorias do funcionalismo público, questionando a análise pelo Plenário de itens do texto original do PL acatados pelo relator, previamente julgados inconstitucionais pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC). Diante da polêmica, um acordo entre os Líderes partidários levou o Líder do Governo, Deputado José Guimarães, a retirar a urgência constitucional da matéria em troca do compromisso assumido de votá-la na próxima semana. 

 

O presidente do Sindilegis, Nilton Paixão, e o Presidente da Confelegis, Antonio Carlos Fernandes Jr,  estão acompanhando diuturnamente o andamento do PL.

“Agradecemos de maneira especial ao Deputado Arnaldo Faria de Sá, que, em sua questão de ordem, conseguiu salvaguardar os direitos dos servidores públicos. Ganhamos fôlego para continuar 

trabalhando, mostrando a cada parlamentar a necessidade das alterações que defendemos no projeto”, disse Nilton. 

 

“É importante termos parlamentares da qualidade do Deputado Arnaldo Faria de Sá, preocupados como nós, com as conseqüências de medidas como esta para a estrutura pública de recursos humanos do Estado”, comentou Antonio Carlos.

 

O encerramento da discussão na última sessão e a retirada da urgência constitucional abriram espaço para uma nova rodada de negociações, em que as entidades se dedicarão ao trabalho de 

convencimento de cada parlamentar para que os benefícios de natureza indenizatória, entre outras garantias asseguradas por Lei ao servidor, não estejam sujeitas ao abate-teto. “Uma questão 

importante e delicada como essa não pode ser decidida às pressas. 

Estamos falando da vida de milhões de servidores públicos e de suas famílias, que podem ser irremediavelmente prejudicados”, defendeu o presidente do Sindilegis e da Pública.

 

Entidades parceiras como a Pública – Central do Servidor, Sindilegis, o Fonacate, a Confelegis, a Fenafirc, a Fenalegis, a Ascade, entre outras que representam servidores públicos, atuam junto aos parlamentares. A proposta defendida é a mesma aprovada na CCJC da Câmara. 

 

Inconstitucionalidade 

 

Segundo a questão de ordem formulada pelo Deputado Arnaldo Faria de Sá, o parecer da CCJC acerca do projeto original enviado pelo Poder Executivo,  apontava diversas violações de ditames constitucionais, como a aplicação do limite remuneratório sobre a soma de acumulações lícitas; submissão ao mesmo limite remuneratório de parcelas retributivas permanentes e transitórias em uma soma única; adaptação do limite remuneratório à jornada de trabalho do servidor ou agente; além da imposição de limite remuneratório a pagamentos feitos fora do País em moeda estrangeira. 

 

Em concordância com a questão de ordem apresentada, o  Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, anunciou em seguida que o artigo (6º) do projeto original não seria submetido a voto em Plenário.

 

Entenda o caso

 

De acordo com a matéria, as novas regras do teto remuneratório serão aplicadas a todos os servidores civis e militares, dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas federal, estadual, distrital e municipal.  As entidades privadas mantidas com transferências voluntárias de recursos públicos, como as ONGs, também estarão sujeitas à medida. 

 

O parecer defendido pelo Deputado Ricardo Barros mantém boa parte do texto original do Governo, que estabelece, entre outros pontos, que gratificações de qualquer natureza, tais como ajuda de custo para capacitação profissional, abonos, horas extras, adicionais noturnos e de plantão, entrem no abate-teto. A matéria também limita o salário dos servidores públicos estaduais ao dos governadores ou desembargadores dos Tribunais de Justiça e a remuneração dos funcionários municipais a dos prefeitos.

 

Das diversas emendas propostas pelos parlamentares em Plenário, o Relator acolheu sugestão do Deputado Marcus Pestana, que propõe deixar fora do teto os valores decorrentes de acumulação 

autorizada de cargos públicos para servidores que ingressaram em cargo público antes da Emenda Constitucional 19/98. A proposta da Deputada Jandira Feghali, que exime do teto os valores recebidos por militares que atuam em tropas, missões de paz ou funções de comando no exterior também foi considerada.

 

A Deputada também propôs que valores recebidos no exterior sejam convertidos em reais utilizando o dólar americano para determinar a paridade do poder de compra.