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Conacate envia ofício para Ministro Paulo Guedes por ofensa à servidores públicos

CARTA ABERTA AO SENHOR MINISTRO DA ECONOMIA, PAULO GUEDES

 

Brasília – DF, 01 de junho de 2020.

 

Senhor Paulo Guedes

Ministro de Estado da Economia.

 

 

Senhor Ministro,

 

 

Os servidores públicos federais, Estaduais e Municipais que somados representam 11,5 milhões de cidadãos, não aceitam as ofensas gravíssimas, proferidas pelo Ministro responsável pela gestão de recursos humanos, em plena reunião oficial, repetindo uma triste série de infâmias contra trabalhadores.

 

Ao conceber e assumir o Ministério da Economia, agregando o Ministério da Fazenda, do Planejamento e Gestão, Previdência e setores do Trabalho, trouxe para si responsabilidades com a máquina pública, para além da arrecadação e gestão dos recursos federais.

 

Entre tantas funções, está sob a responsabilidade do Ministério da Economia a gestão do serviço público federal. A gestão de uma força de trabalho de mais de quinhentos mil homens e mulheres, mães e pais de família. Em todos os estados brasileiros, da esplanada dos ministérios aos rincões das fronteiras, Médicos, policiais, professores, pesquisadores, e todo o corpo de gestores das políticas pública das mais diversas áreas. Os servidores trabalham integrados, seja no planejamento, na logística ou na linha de frente da defesa dos brasileiros em tempos de pandemia.

 

Estes cidadãos não são subordinados a um feitor. São submissos à lei, a eles incumbe cumprir a vontade legítima da sociedade, sem rodeios, sem preferências pessoais. Incumbe-lhe, Senhor Ministro, aumentar a eficiência e a efetividade deste imenso corpo na prestação de serviços públicos – na concretização dos direitos dos brasileiros –, sempre respeitando a lei, o que inclui a honra e a dignidade daqueles sob sua gestão.

 

Quando, sem precedente histórico, o Brasil se torna o epicentro global de uma pandemia, é ao Estado que a sociedade recorre.

 

Milhões de seres humanos precisam de atendimento médico, dezenas de milhares virão a óbito. É um preço lamentável, de vidas e sofrimentos produzidos pela insuficiente atuação econômica e de direção de recursos humanos, sob sua responsabilidade.

 

As redes de saúde demandam da infraestrutura – rodovias, portos, aeroportos, comunicação, energia, óleo e gás – e outros insumos necessários à manutenção da vida.

 

As empresas, grandes ou pequenas, não sobreviverão sem o crédito público ao qual tem igual direito, determinado por Leis aprovadas no Parlamento Nacional.

 

Esta linha vital de serviços é mantida por estes trabalhadores públicos e, portanto, compete ao senhor, gestor e (lato senso) servidor público, manter o moral desta tropa. Estamos na mesma trincheira, na última linha de defesa do Brasil contra um vírus que espalha a doença e a dor pelo mundo.

 

Infelizmente, o que se viu e vê neste um ano e meio de comando, é a disseminação, pela sua voz e suas atitudes, do desprezo e da intriga nas fileiras. Tratando-nos como parasitas, como saqueadores, como inimigos que merecem receber uma granada.

 

O Brasil precisa, mais que tudo, de diálogo e união em torno da Lei, de valorização dos direitos fundamentais, da vida, da solidariedade, da dignidade. Apenas assim encontraremos alguma ordem e algum progresso. Este, porém, parece um quadro utópico. Queremos paz e respeito, e condições para que possamos trabalhar e ajudar os brasileiros a terem uma chance de sobreviver a esta pandemia e construir um País menos desigual e menos violento.

 

 

Respeitosamente,

 

 

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