Carta de Curitiba resume teor dos debates e reúne moções
- 30 de mar.
- 2 min de leitura
A Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado (CONACATE), por meio dos debates, exposições e reflexões realizados durante o 3º Encontro Conacate Mulher – “Violência contra a mulher e a mudança para um futuro seguro”, nos dias 18 e 19 de março de 2026, em Curitiba (PR), reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade justa, segura e verdadeiramente equânime, e conclam
a o Estado brasileiro, as instituições e a sociedade civil a enfrentarem, de forma estrutural e inadiável, todas as formas de violência contra meninas e mulheres.
O Brasil convive, ainda hoje, com uma realidade que não pode mais ser tratada como exceção ou tragédia isolada. A violência contra a mulher é sistêmica, persistente e profundamente enraizada em estruturas históricas de desigualdade. Os dados recentes evidenciam a gravidade do cenário: em 2025, foram registradas 1.568 vítimas de feminicídio no país, a maioria dos crimes cometidos por parceiros ou ex-companheiros, frequentemente dentro do próprio lar. Trata-se de uma violência que não apenas mata, mas que silencia, intimida e restringe a liberdade de milhões de mulheres brasileiras, em especial das mulheres negras, que figuram entre as principais vítimas dessa realidade.
Entretanto, reduzir esse fenômeno à sua dimensão mais extrema seria ignorar o caráter multifacetado da violência de gênero. Conforme amplamente debatido neste Encontro, a violência contra a mulher se manifesta de forma contínua e progressiva, atravessando dimensões físicas, psicológicas, morais, sexuais e patrimoniais, muitas vezes invisibilizadas ou naturalizadas no cotidiano. Ela se expressa também por meio da violência simbólica e comunicacional — quando palavras, gestos e narrativas são utilizados para deslegitimar, constranger e silenciar mulheres.
Continue lendo a Carta baixando o documento abaixo:
